IMUNOCAN D

Vacina indicada para o tratamento e prevenção contra Microsporum canis em Cães e Gatos.

A solução inovadora para o tratamento e a prevenção contra a Dermatofitose por Microsporum canis em cães e gatos

O que é dermatofitose por Microsporum canis e como é transmitida:

A Dermatofitose é uma micose cutânea muito comum em mamíferos que pode ser causada pela infecção de diferentes fungos dermatófitos (fungos que se alimentam da queratina da pele), resultando em sintomas como erupções cutâneas circulares e avermelhadas, com intensa queda de pelos, descamação da pele e prurido.

Os principais fungos dermatófitos (também denominados queratoliticos) responsáveis pelas dermatofitoses em mamíferos são os dos gêneros Microsporum, Trichophyton e Epidermophyton.

O fungo responsável por 96% das Dermatofitoses diagnosticadas em cães e em gatos é o Microsporum canis. Os fungos Microsporum gypsium ou Trichophyton mentagrophytes também causam a doença, porém, esporadicamente.

Os filhotes, assim como animais idosos e aqueles com imunodeficiências e os com infestações parasitárias primárias, por exemplo,  infestações por pulgas, estão mais suscetíveis às infecções fúngicas. As fêmeas prenhes ou amamentando que estiverem infectadas por fungos podem transmiti-los aos filhotes. A alta umidade e a alta temperatura favorecem a proliferação dos fungos, assim como a alta concentração de animais em um mesmo ambiente.

O fungo dermatófito Microsporum canis  acomete todos os mamíferos, inclusive, os seres humanos, sendo classificado como um fungo zoofílico, e a dermatofitose pelo Microsporum canis é uma zoonose, ou seja os animais podem transmitir para os seres humanos. A infecção dos seres humanos se dá de forma análoga a dos animais, ou seja, pelo contato com esporos e hifas do fungo presentes no ambiente, na pele e na pelagem de indivíduos doentes, sendo os cães e gatos domésticos espécies altamente suscetíveis, razão pela qual o controle e a prevenção dessa dermatopatia  é muito importante na clínica veterinária.

Usualmente, a transmissão de uma infecção fúngica ocorre diretamente pelo contato com pele e/ou pelagem de animais que estão apresentando sintomas clínicos, mas é importante salientar que mesmo animais portadores do fungo, mas assintomáticos, também podem transmitir amicose; já a transmissão indireta, ou seja, através do contato da pele com pelos e escamas de pele contaminados que ficam depositados no ambiente, solo, em fômites como pentes, escovas, tesouras, camas, roupas e até mesmo insetos rastejantes é muito comum, uma vez que os esporos do fungo podem persistir viáveis por anos na pelagem ou escamas de pele liberados para o ambiente.

Desinfetantes sanitizantes comum conseguem destruir esses esporos fúngicos contaminantes. Sendo fundamental para o sucesso do tratamento a longo prazo a desinfecção de áreas contaminadas.

É fundamental para o sucesso completo do tratamento de um paciente com dermatofitose, o tratamento de todos os animais contactantes, mesmo os assintomáticos, assim como a completa desinfecção do ambiente contaminado com esporos. A maioria dos desinfetantes sanitizantes comumente utilizados em nosso dia a dia podem destruir esses esporos fúngicos contaminantes.

Patogenia

Os sintomas clínicos da infecção pelo fungo Microsporum canis se iniciam de 2 a 4 semanas após a contaminação.

O fungo que infecta o indivíduo ao se multiplicar invade as estruturas queratinizadas das camadas mais superficiais da pele, unhas e pelagem. Como a infecção por M.canis ocorre predominantemente nos folículos pilosos, o sintoma mais característico da doença é a presença de uma ou várias zonas arredondadas de alopecia com graus variáveis de descamação, apresentando  pápulas e pústulas que se estendem perifericamente.

As mucosas, oral ou dos genitais, não são acometidas pela doença.

As primeiras lesões aparecem geralmente na pele das orelhas, face e membros anteriores. No local da lesão a pele poderá estar ligeiramente quente ao toque e apresentando eritema, descamação ou crostas.

Perda de pelo, lesões circulares típicas com bordas eritematosas, podendo ou não haver descamação fina tipo “pó”, seguem-se com a evolução da doença. O pelo poderá ficar com um aspecto típico de “pelo quebrado” ou “tosado”.

Na fase avançada da doença em cães e gatos as lesões tendem a coalescer e formar grandes áreas crostosas evoluindo para uma dermatofitose generalizada e assim como, também poderá ocorrer onicomicose (unhas) simultaneamente.

A dermatofitose generalizada ocorre esporadicamente, e os quadros cutâneos com aspecto de dermatite seborreica e hiperqueratose, necessitam de atenção para diagnósticos diferenciais com outras causas.

Com alguma frequência cães com dermatofitose têm manifestação de sintomas de infecção bacteriana associadas, apresentando sinais de foliculite com pápulas ou pústulas e prurido ainda mais intenso.

Lesões por M Canis em cães

Lesões por M. canis em gatos

Lesões por M.canis em seres humanos

Entre os fatores que favorecem o desenvolvimento de dermatofitoses estão:

Tratamentos com corticosteroides; Falhas do sistema imune; Estresse; Processos Neoplásicos; Drogas imunossupressoras; Doenças virais; Ectoparasitoses; Hipotireodismo; Nutrição desequilibrada; Condições de alto requerimento metabólico como prenhez e lactação; Ambientes de alta lotação de animais, como canis ou gatis.

O papel do Médico Veterinário será fundamental para a avaliação da saúde de seus pacientes e se estarão em condições necessário  para responder satisfatoriamente ao tratamento com a vacina!

Identificar qual é o fungo infectante é fundamental antes de iniciar o tratamento!

É importante que Médico Veterinário realize a identificação da espécie de fungo que está acometendo seu paciente  antes de iniciar o tratamento com a vacina IMUNOCAN D, determinando se o fungo infectante é o Microsporum canis, assim como é importante realizar o diagnóstico diferencial para as Dermatofitoses das seguintes doenças de pele:

  • Piodermites e foliculites bacterianas,  causada p.e. por Staphylococcus aureus.
  • Demodicose: causada pelo ácaro Demodex canis, também conhecida como Sarna Demodécica ou Sarna Negra. O animal afetado apresenta descamações, crostas, áreas de alopecia e seborréia. Usualmente esta doença não provoca coceira.
  • Dermatite seborreica (“caspa”): é uma doença que atinge as glândulas sebáceas pode ser seca, oleosa ou mista. O animal doente apresenta áreas de  alopecia, ressecamento da pele, pelagem opaca, coceira e descamações abundantes.

O diagnóstico final deve ser sempre baseado no resultado positivo da cultura micológica realizada com as escamas de pele e pelo, coletados preferencialmente com o método da escova de Mc Kenzie. Na rotina diária da clínica é possível se realizar a triagem inicial com uso da Lâmpada de Wood, pois algumas cepas de M. canis apresentam imunofluorescência verde à luz UV., já no 7º dia de infecção, antes mesmo do aparecimento dos sintomas clínicos, mas, um resultado negativo desse teste não exclui a dermatofitose.

O exame de microscopia direta de escamas de pele ou pelos podem mostrar a presença de hifas ou conídios.

Microscopia Eletrônica- M. canis

Microspia Direta- M. Canis

Lâmpada de Wood- positivo para M. canis

Cultura Fúngica- Positivo para M. canis

Animais com dermatofitose não tratadas ou com muitas recidivas podem ter uma complicação conhecida como Pseudomicetoma Dermatofitico como consequência da invasão de dermatófitos para o interior da derme profunda e do tecido subcutâneo produzindo um processo inflamatório de difícil resolução. A imunidade conferida pelo uso de IMUNOCAN D diminui a ocorrência desse tipo de complicação.

Gato apresentando Pseudomicetoma Dermatofitico consequente a infecção crônica por Microsporum canis.

Mecanismo de ação da vacina IMUNOCAN D

A IMUNOCAN D é uma vacina produzida com cepas especialmente selecionadas do fungo Microsporum canis contendo em cada dose do produto no mínimo 1 milhão de formas vegetativas. A alta concentração de antígenos facilita o reconhecimento pelo sistema imunológico dos animais tratados facilitando a resposta imune.

A vacina IMUNOCAN D foi desenvolvida tendo como base o mesmo mecanismo de resposta imune adaptativa contra infecções fúngicas agudas em mamíferos.

A imunidade do tipo celular (mediada por células) desempenha um papel fundamental na proteção contra as infecções fúngicas. Os queratinócitos, células presentes nas camadas superficiais da epiderme atuam de forma fundamental no desenvolvimento da imunidade, quando ativados, produzem diferentes citocinas e fatores antimicrobianos dando início à resposta inflamatória permitindo aos neutrófilos e macrófagos desempenharem sua função citotóxica. E, por sua vez, as células de Langerhans, células dendríticas da epiderme têm um papel específico na resposta imune sendo as principais responsáveis por apresentar os antígenos fúngicos invasores aos Linfócitos T. Tizard, I.R. (2019). Imunologia Veterinária  ( 10ª ed.), assim sendo, o  fungo dermatófito induz no hospedeiro uma resposta imunológica humoral (anticorpos) e uma resposta celular (linfócitos sensibilizados). A resposta imune celular é a mais ativa contra a infecção, enquanto a indução de um título elevado de anticorpos pouco protege contra a infecção. Como a vacinação com IMUNOCAN D induz principalmente uma resposta imune do tipo celular, seu uso se mostra eficaz para tratar e prevenir dermatofitoses provocadas por M. canis.

A vacina IMUNOCAN D não possui adjuvantes, o que melhora sua afinidade aos receptores das células do sistema imune provocando uma resposta mais eficiente, assim como isso diminui a possibilidade de reação no local da injeção provocando menos desconforto ao animal durante e após a aplicação principalmente nos felinos. O uso dessa vacina não induz a formação de fibrossarcomas pós-vacinais e tem baixo risco de provocar reações anafiláticas tornando, portanto, a vacinação com IMUNOCAN D muito mais segura e eficiente.

Os animais vacinados não contaminam o meio ambiente com esporos virulentos de Microsporum canis.

A vacina é eficaz na eliminação do fungo da pele dos animais doentes e assintomáticos auxiliando na eliminação dos fungos que estão no ambiente onde residem.

A desinfecção do ambiente simultaneamente a realização do tratamento com a vacina é necessária,  a fim de eliminar esporos fúngicos que já estavam presentes e que podem sobreviver por períodos maiores que 1 ano.

IMUNOCAN D é uma alternativa de tratamento segura para os pacientes que não podem receber drogas sistêmicas, como pacientes idosos ou  portadores de nefropatias ou hepatopatias crônicas, que apresentam intolerância gástrica à medicamentos orais e ainda para aqueles que são pouco colaborativos com a administração dos tratamentos orais e cumpre de forma direta ou indireta três funções principais:

  • Aumento da resistência do indivíduo às infecções por fungo Microsporum canis pela indução da imunidade contra esse agente.
  • Diminuição da contaminação ambiental pela redução da eliminação de esporos fúngicos dos animais doentes para o ambiente.
  • Diminuição de animais portadores assintomáticos: a vacina ao reduzir o número de animais enfermos diminui a possibilidade de transmissão da dermatofitose a outros animais que eventualmente não manifestam sintomas.

IMUNOCAN D

Apresentação e modo de uso

Composição

    • Microsporum canis inativado, no mínimo 1 milhão de formas vegetativas.
    • Excipientes: formaldeído (máximo 0,05%) e solução salina fisiológica.

    INDICAÇÃO

      Prevenção e tratamento da dermatofitose induzida por Microsporum canis em cães e gatos.

      Dose

          1 ml independente de peso, raça ou idade do animal.

          • Cães: exclusivamente por Via Intramuscular profunda.
          • Gatos: por Via Subcutânea ou Intramuscular.

          Programa de tratamento com a vacina IMUNOCAN D

              IMUNOCAN D pode ser aplicada com segurança a partir da 8ª semana (60 dias) de idade em cães e gatos, independente de peso e raça do animal.

               

              • As doses de vacina devem ser aplicadas sempre alternando os locais de aplicação, p.e. se a primeira dose foi aplicada no lado esquerdo do animal aplica-se a segunda no lado oposto e assim sucessivamente até o final do protocolo vacinal.
              • Na prima vacinação, a imunidade se estabelece,  30 dias após a 2ª dose e persiste por até 1 ano.
              • A revacinação anual é recomendada com uma única dose de 1 ml.
              • É contraindicado associar o uso de qualquer antifúngico oral com o tratamento vacinal; no caso de animais que estejam sendo tratados com antifúngicos orais, indica-se parar esse  tratamento no mínimo 7 antes de aplicar a 1ª  dose da vacina.
              • É contraindicado associar o uso de corticoides com o tratamento vacina; no caso de animais que estejam sendo tratados com corticoides orais, indica-se parar esse tratamento no mínimo 10 dias antes de aplicar a 1ª dose da vacina .
              • A vacina não deve ser aplicada em animais com quadros febris ou que estejam sendo tratados com medicamentos imunossupressores.
              • A vacina é contraindicada para fêmeas gestantes.
              • IMUNOCAN D pode ser aplicada simultaneamente com outras vacinas, dentro de esquema vacinal implantado pelo Médico Veterinário.
              • Após a aplicação da 1ª dose da vacina, é possível que alguns pacientes tratados apresentem aumento do eritema das lesões já existentes ou que apareçam novas lesões e aéreas de alopecia.
              • A resposta ao estímulo vacinal é sempre individual, sendo que alguns pacientes já apresentarão melhora clínica visível poucos dias após a aplicação da 2ª dose, enquanto para outros pacientes, a melhora dos sinais e sintomas da infecção poderá ocorrer somente após a 3ª dose. É essencial que o médico veterinário acompanhe de perto a evolução clínica dos pacientes em tratamento, pois em alguns raros casos, poderá ser necessário a aplicação de uma 4ª dose.

              1ª dose (1 ml)

               – Dia 0

              2ª dose (1 ml)

               – 10 a 21 dias após 1ª dose*

              3ª dose (1 ml)

               – 10 a 21 dias após a 2ª dose*

              *o intervalo médio de 14 dias é mais utilizado.

              Reações adversas

                Cães: Após uma inadvertida aplicação da vacina por via subcutânea em cães, alguns animais mais sensíveis, poderão apresentar uma reação exuberante no local, com o aparecimento de um grande nódulo de consistência flutuante (superior a 3 cm). O médico veterinário deverá medicar o paciente com anti-inflamatórios não esteroidais sistêmicos e compressas locais geladas. Todavia essa reação não compromete a resposta imunológica à vacina e a eficácia ao tratamento.

                Gatos: Após a aplicação subcutânea em gatos, uma pequena reação, como um pequeno nódulo de tamanho de uma ervilha, poderá aparecer no local da aplicação de alguns animais mais sensíveis, é esperado que desapareça em até 3 semanas, sem a necessidade de qualquer tipo de intervenção.

                Armazenamento

                  • Armazenar sob refrigeração entre 2oe 8o C, em um local seco e escuro.
                  • Não congelar!

                  Validade

                      18 meses

                      Apresentação

                        • Embalagens com 10 frascos-ampola.
                        • Etiquetas destacáveis para uso em certificados de vacinação

                        Venda sob prescrição e aplicação sob a orientação do Médico Veterinário.

                        Produto Importado

                        IMUNOCAN D ®

                        Licenciado no Ministério da Agricultura sob o nº 9.727/2013

                        Representante Exclusivo do Brasil, Importador e Distribuidor: Laboratórios Grascon do Brasil Ltda.

                        Vacinas

                        Imunocan V8

                        Imunocan Puppy

                        Biofel PCH

                        Imunocan D

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